Grupo suspeito de fraudar concursos é alvo de operação conjunta em Pernambuco e Alagoas

19 de agosto de 2026 Policial
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Ministério Público de Alagoas (MPAL) deflagraram, nesta terça-feira (18), a Operação Babet, que investiga um grupo suspeito de atuar na fraude de concursos públicos em Pernambuco e Alagoas.

A ofensiva foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio das Polícias Civil e Militar. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e oito de busca e apreensão nos dois estados.

Em Pernambuco, as medidas judiciais foram realizadas no Recife e em municípios da Região Metropolitana e do Agreste. Em Alagoas, uma prisão e dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na região metropolitana de Maceió. Durante as diligências, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que deverão passar por análise técnica.

Investigação começou em concurso de Rio Largo

Segundo o Ministério Público, a investigação teve início em Alagoas, após a identificação de possíveis irregularidades no concurso para a Guarda Municipal de Rio Largo.

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram indícios de que o grupo teria utilizado diferentes estratégias para interferir em concursos públicos de maneira reiterada, com o objetivo de favorecer determinados candidatos.

As suspeitas, segundo o MPPE, não ficaram restritas ao certame de Rio Largo. Dois dos alvos dos mandados de prisão também são investigados por uma suposta fraude de natureza semelhante ocorrida recentemente em Pernambuco.

Material apreendido será analisado

Os documentos e equipamentos recolhidos durante a operação serão submetidos a perícia e análise técnica. O material poderá ajudar os investigadores a identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão das supostas fraudes.

A atuação conjunta dos Ministérios Públicos de Pernambuco e Alagoas busca avançar na identificação dos responsáveis e preservar a lisura, a igualdade entre os candidatos e a credibilidade dos concursos públicos.

As investigações continuam para esclarecer como o esquema teria funcionado e verificar a participação de outras pessoas.

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