Prefeitura de Garanhuns pode ser multada por irregularidades no piso salarial

TCE-PE apura pagamento inferior ao piso para 132 professores temporários em Garanhuns

01 de outubro de 2026 Sociedade
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

Uma Auditoria Especial do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) identificou que 132 professores contratados temporariamente pela Prefeitura de Garanhuns receberam, durante o exercício de 2023, valores abaixo do Piso Salarial Nacional do Magistério.

O levantamento integra o Processo nº 24100092-0, que tramita no TCE-PE, e apontou casos de profissionais contratados por excepcional interesse público com vencimentos inferiores ao mínimo estabelecido pela legislação federal. A irregularidade já havia sido identificada em relatório técnico produzido pela área de controle de pessoal do Tribunal.

De acordo com informações apresentadas durante a tramitação do processo, a própria Prefeitura de Garanhuns reconheceu a ocorrência e informou ao Tribunal que vinha adotando medidas para tentar solucionar a situação. Entre as justificativas apresentadas pela gestão esteve a alegação de insuficiência dos recursos repassados pela União por meio do Fundeb. 

A auditoria também alertou para possíveis consequências futuras da diferença salarial, incluindo a possibilidade de ações judiciais para adequação dos vencimentos ao piso e eventual impacto financeiro para os cofres públicos. 

Processo teve julgamento retirado de pauta

O caso voltou a ganhar repercussão em 2026. O processo estava previsto para análise da Primeira Câmara do TCE-PE, mas o julgamento foi posteriormente retirado de pauta.

Segundo informações publicadas em maio de 2026, o processo continua relacionado à apuração dos pagamentos realizados em 2023 aos 132 professores temporários. A defesa do prefeito Sivaldo Albino apresentou argumentos relacionados a entendimentos recentes do Supremo Tribunal Federal sobre a aplicação do piso aos profissionais contratados temporariamente. O Ministério Público de Contas, por sua vez, havia solicitado a regularização da situação. 

Até o momento, portanto, é necessário distinguir a constatação feita pela auditoria da decisão definitiva do Tribunal. A documentação encontrada não permite afirmar, com segurança, que o TCE-PE tenha determinado especificamente um prazo de 90 dias para a Prefeitura solucionar o problema.

O caso envolve exclusivamente os pagamentos referentes ao período analisado na auditoria, de 2023, e não significa, por si só, que todos os professores temporários atualmente contratados pelo município estejam recebendo abaixo do piso.

A situação segue no âmbito do Tribunal de Contas, que deverá deliberar sobre as medidas cabíveis no processo.

Fonte: Blog do Carlos Eugenio

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