Fora da escola, estudantes de Garanhuns protestam contra diretor investigado por abuso sexual

07 de outubro de 2026 Sociedade
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Henrique Dias, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (6) contra o retorno do diretor da unidade, que é investigado por denúncias de abuso sexual contra ex-alunas da instituição.

A manifestação aconteceu em frente à escola e reuniu alunos que contestam a permanência do servidor na função enquanto as denúncias ainda estão sob investigação. Segundo relatos, parte dos estudantes foi informada nesta terça do regresso do diretor às atividades e decidiu não assistir às aulas em sinal de protesto.

O servidor estava afastado desde junho deste ano, quando o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) passou a apurar as denúncias. Os supostos casos teriam ocorrido no fim de 2021, período em que ele atuava na escola como professor.

Em nota, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) informou que a Gerência Regional de Educação (GRE) Agreste Meridional recebeu, nesta terça-feira, representantes da EREM Henrique Dias para ouvir as reivindicações e prestar esclarecimentos sobre a situação. A pasta afirmou ainda que conduz um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos e que as providências vêm sendo adotadas conforme os procedimentos administrativos previstos.

“A SEE repudia veementemente qualquer forma de violência e reforça seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e pautado pelo respeito a toda a comunidade escolar”, declarou a secretaria.

Entenda a investigação

A apuração do MPPE começou após uma denúncia apresentada em abril deste ano à Ouvidoria do órgão. De acordo com o procedimento, uma das supostas vítimas era estudante da escola quando os fatos teriam ocorrido, no fim de 2021.

Segundo o relato encaminhado ao Ministério Público, a adolescente teria sido submetida a situações de assédio e abuso pelo então professor, que teria se aproveitado de um momento de vulnerabilidade e usado mecanismos de manipulação e coerção. A denúncia aponta ainda que a instituição teria recebido relatos sobre o caso à época, mas que o investigado teria sido apenas transferido de função.

O MPPE também investiga a possibilidade de outras estudantes terem sido vítimas do mesmo homem e determinou o prosseguimento das diligências, incluindo a oitiva da principal vítima citada na denúncia para reunir mais detalhes e possíveis provas.

Até o momento, as denúncias seguem sob investigação e não há conclusão sobre a responsabilidade do servidor pelos fatos relatados. A reportagem não obteve contato com a defesa do investigado; o espaço permanece aberto para manifestação.

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