O cantor Rogério Valença, ex-vocalista da banda Calcinha Preta, foi sepultado na manhã desta quarta-feira (2), em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Natural do município, o artista morreu aos 55 anos na última segunda-feira (31), em Aracaju, Sergipe.
O corpo foi levado para Pernambuco após o velório realizado na manhã de terça-feira (1º), na capital sergipana. Familiares, amigos e fãs participaram das despedidas antes do traslado para Garanhuns, cidade natal do cantor. O sepultamento ocorreu no Cemitério de São Cristóvão.
Rogério Valença ganhou projeção no cenário do forró eletrônico durante sua passagem pela Calcinha Preta, entre 1998 e 2000. Nesse período, participou de trabalhos da banda e emprestou a voz a músicas que marcaram sua trajetória, entre elas “Eterno Amor”, “Louca por Você” e “Me Leva”.
Após deixar a Calcinha Preta, o cantor continuou atuando no forró e passou por grupos como Caviar com Rapadura e Mulheres Perdidas. Nos últimos anos, fazia parte da Raio da Silibrina, banda que também lamentou publicamente a morte do artista.
Rogério havia tornado público que realizava tratamento de hemodiálise e aguardava por um transplante renal. No entanto, veículos que acompanharam o caso destacam que não há confirmação oficial de que a condição renal tenha relação com a morte. A causa do óbito não foi oficialmente divulgada.
Em uma mensagem de despedida, a Calcinha Preta lamentou a morte do ex-vocalista e destacou sua contribuição para a história da banda. A Raio da Silibrina também publicou uma homenagem, ressaltando a saudade e as lembranças deixadas pelo cantor.
Com uma carreira ligada a diferentes gerações do forró eletrônico, Rogério Valença deixa sua marca especialmente entre os artistas que ajudaram a consolidar o gênero no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. O sepultamento em Garanhuns encerrou o ciclo de despedidas do cantor em sua cidade natal.