Pernambuco enfrenta avanço da estiagem, com 106 cidades em emergência e perdas bilionárias

28 de outubro de 2026 Sociedade
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

Pernambuco enfrenta o agravamento da estiagem, com 106 dos 184 municípios do estado em situação de emergência devido à falta prolongada de chuvas. O número representa mais da metade das cidades pernambucanas e supera em 31 municípios o total registrado no decreto estadual publicado em junho de 2026.

De acordo com informações da Defesa Civil de Pernambuco, os prejuízos provocados pela seca chegam a aproximadamente R$ 1,24 bilhão, atingindo principalmente os setores da agricultura e da pecuária. Os impactos reforçam a preocupação com a produção rural e com as condições enfrentadas pelas populações das áreas mais afetadas.

Calor acima da média agrava a situação

Além da escassez de chuvas, as temperaturas elevadas contribuem para intensificar os efeitos da estiagem. Segundo informações da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a temperatura média registrada no estado está cerca de 3°C acima do padrão esperado para esta época do ano.

Enquanto a média costuma ficar em torno de 29°C, os termômetros têm alcançado aproximadamente 32°C. A previsão é de que o calor continue intenso nos próximos meses, especialmente durante o verão, período em que as temperaturas podem atingir níveis ainda mais elevados.

O cenário exige atenção principalmente no Sertão e em parte do Agreste, regiões que podem enfrentar agravamento da seca, redução dos níveis dos reservatórios e dificuldades relacionadas à disponibilidade de água.

Umidade do ar preocupa no Agreste e no Sertão

Outro fator de preocupação é a baixa umidade relativa do ar. Conforme previsão divulgada pela Apac para esta quarta-feira (28), os índices podem ficar abaixo de 20% no Agreste e chegar a menos de 15% no Sertão pernambucano.

Esses níveis indicam condições de ar muito seco e aumentam a necessidade de cuidados com a saúde, sobretudo durante os horários mais quentes do dia.

Entre as recomendações para períodos de baixa umidade estão beber água regularmente, evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h e manter os ambientes umidificados sempre que possível. Para índices inferiores a 12%, a atenção deve ser redobrada.

Defesa Civil acompanha os municípios afetados

Diante do avanço da estiagem, a Defesa Civil estadual mantém o monitoramento da situação e presta apoio técnico às coordenadorias municipais de proteção e defesa civil nos procedimentos para reconhecimento federal da emergência.

Esse reconhecimento pode permitir que as prefeituras habilitadas solicitem recursos federais destinados a ações de resposta e assistência à população, conforme as regras e a análise dos pedidos pelos órgãos responsáveis.

A ampliação do número de municípios afetados evidencia a dimensão do problema em Pernambuco. Com perdas econômicas bilionárias, temperaturas acima da média e previsão de continuidade do calor intenso, a seca permanece como um dos principais desafios para o abastecimento de água e as atividades produtivas no estado.

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