Operação Força Integrada bloqueia mais de R$ 508 milhões e cumpre 106 prisões em 19 estados, Pernambuco está entre eles

17 de setembro de 2026 Policial
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

Uma megaoperação coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) mobilizou, nesta quarta-feira (16), agentes de segurança em 19 estados brasileiros para combater organizações criminosas envolvidas em crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros delitos.

Batizada de Operação Força Integrada IV, a ação reúne 20 bases das FICCOs e é coordenada pela Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos 106 mandados de prisão e 173 mandados de busca e apreensão. As decisões judiciais também determinaram bloqueios, sequestros e outras restrições patrimoniais que ultrapassam R$ 508 milhões, atingindo imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens ligados aos grupos investigados. 

A ofensiva ocorre de forma simultânea nos estados da Paraíba, Acre, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio Grande do Sul. 

Ações em Pernambuco

Em Pernambuco, a FICCO/PE participou da operação com diligências que também alcançaram Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Segundo a Polícia Federal, foram cumpridas sete medidas cautelares, sendo três mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva. Durante as diligências, os agentes apreenderam R$ 122 mil em dinheiro. A atuação teve como objetivo aprofundar investigações relacionadas ao crime organizado em Pernambuco e na Bahia. 

A FICCO/PE reúne Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Nacional de Políticas Penais, além de atuar em cooperação com outros órgãos de segurança pública.

Operação mira estrutura financeira das organizações

De acordo com a Polícia Federal, a operação busca atingir não apenas integrantes das organizações criminosas, mas também a estrutura financeira utilizada pelos grupos. As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça superam R$ 508 milhões e incluem bloqueio de recursos, sequestro de imóveis e veículos e restrições sobre outros ativos. 

Entre as ações realizadas nos estados, uma das maiores medidas patrimoniais ocorreu no Tocantins. Na chamada Operação Rota Araguaia II, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões relacionados a um núcleo investigado por tráfico transnacional de drogas e lavagem de capitais.

No Mato Grosso do Sul, outra frente da operação determinou o sequestro de até R$ 75 milhões em bens e valores de uma organização criminosa investigada por atuação interestadual. Já na Bahia, a Operação Eirene II cumpriu 45 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais superiores a R$ 12 milhões.

A Operação Força Integrada IV reúne polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e secretarias estaduais de Segurança Pública, em atuação conjunta coordenada pela Polícia Federal. 

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