Adolescente de 13 anos é agredido dentro de escola municipal em Jaboatão e passa por cirurgia

15 de setembro de 2026 Policial
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

Um adolescente de 13 anos está internado no Hospital Otávio de Freitas, no Recife, após sofrer uma agressão dentro de uma escola municipal de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana. Segundo a mãe, o filho, que é atípico, já havia apresentado marcas de agressão anteriormente e chegou a ser levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após sentir fortes dores na perna.

De acordo com o relato da família, o primeiro episódio ocorreu no dia 17 de agosto, quando a mãe percebeu que o braço do adolescente estava roxo. Menos de uma semana depois, ela recebeu uma ligação da escola informando que o filho havia se envolvido em uma confusão e se machucado. Como não conseguiu ir imediatamente ao local, pediu que um familiar buscasse o adolescente.

Na ocasião, a mãe levou o filho para uma UPA. Ele passou por exames e foi liberado. Dias depois, porém, as dores persistiram e o adolescente precisou ser levado novamente para atendimento médico. Exames identificaram um rompimento no tendão e uma fratura em um osso do joelho direito.

“Em menos de duas semanas, meu filho passou por agressão dentro da escola. Na primeira semana, foi no dia 17 de agosto. Eu identifiquei o braço dele roxo”, relatou a mãe.

O adolescente passou por cirurgia e, segundo a família, deve ser submetido a um novo procedimento ainda nesta semana. Ele permanece internado e continua sentindo dores.

A mãe afirma que não pretende matricular o filho novamente na unidade de ensino e busca uma nova escola para o adolescente. Ela, no entanto, relata dificuldade para conseguir uma vaga em uma instituição de ensino em tempo integral, já que precisa trabalhar durante todo o dia.

“Qual é a segurança que eu tenho do meu filho voltar pra escola? Porque, a partir do momento que eu coloco meu filho na escola, a responsabilidade é toda deles”, afirmou.

A família também reforça que a condição de atípico do adolescente não deve ser usada para justificar os episódios de violência. “Eu não tô justificando a situação dele ser atípico. Eu estou falando da violência, sabe? Que não está sendo só nessa escola, em outras também”, disse a mãe.

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