Um professor efetivo da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), em Garanhuns, foi demitido após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU), que apurou denúncias de assédio sexual contra professoras e estudantes da instituição. O nome do servidor não foi divulgado.
A penalidade foi oficializada por meio da Portaria nº 1.709, publicada no Diário Oficial da União em 13 de julho. Além da demissão, o ex-docente ficou proibido de ocupar cargo público federal pelo período de cinco anos.
Segundo a UFAPE, as primeiras denúncias foram registradas em 2018, quando a instituição ainda era vinculada à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Posteriormente, a CGU assumiu a condução do processo disciplinar.
O relatório final da comissão de inquérito reuniu depoimentos de professoras, estudantes e testemunhas que relataram supostas abordagens de cunho sexual, comentários obscenos, perseguições e intimidações praticadas pelo servidor dentro do ambiente universitário. A comissão concluiu que houve violação grave dos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/90 e recomendou a demissão.
Durante o processo, a defesa do professor alegou perseguição política. As identidades das vítimas foram preservadas.
Em nota, a UFAPE informou que respeita o sigilo legal dos processos administrativos disciplinares, assegura o direito ao contraditório e à ampla defesa e mantém canais permanentes para acolhimento e apuração de denúncias de assédio e outras formas de violência, por meio da Ouvidoria e da plataforma Fala.BR.
Até o momento, não há confirmação sobre eventual investigação criminal relacionada ao caso. A Polícia Civil foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.