O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu neste domingo (4) o piso salarial nacional da enfermagem e deu prazo de 60 dias para entes públicos e privados da área da saúde esclarecerem o impacto financeiro do piso salarial, os riscos para empregabilidade no setor e eventual redução na qualidade dos serviços. A informação foi divulgada pela assessoria do STF. A decisão cautelar do ministro foi concedida no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7222 e será levada a referendo no plenário virtual do STF nos próximos dias. Ao final do prazo e mediante as informações, o caso será reavaliado por Barroso. A ação foi apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), que questionou a constitucionalidade da Lei 14.434/2022, que estabeleceu os novos pisos salariais. Entre outros pontos, a CNSaúde alegou que a lei seria inconstitucional porque a regra que define remuneração de servidores é de iniciativa privativa do chefe do Executivo, o que não ocorreu, e que a norma desrespeitou a auto-organização financeira, administrativa e orçamentária dos entes subnacionais Sancionada há exatamente um mês pelo presidente Jair Bolsonaro, a lei institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras. No caso dos primeiros, o piso previsto é de R$ 4.750. Para técnicos, o valor corresponde a 70% do piso, enquanto auxiliares e parteiras terão direito a 50%. O piso nacional vale para contratados sob o regime da CLT e para servidores das três esferas (União, estados e municípios), inclusive autarquias e fundações. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional em julho, atendendo uma reivindicação histórica da categoria, que representa cerca de 2,6 milhões de trabalhadores.

05 de setembro de 2022 Política
Fabiano Santos por Fabiano Santos

O presidente Jair Bolsonaro (PL) cresceu e ultrapassou o ex-presidente Lula na disputa pelos votos dos eleitores do Distrito Federal. Pesquisa Correio/Opinião aponta que, na consulta estimulada, Bolsonaro está com 41,4% das intenções de votos. Lula tem 29,8%.

Os demais candidatos continuam com menos de 1%. Soraya Thronicke (União) tem 0,6%; Pablo Marçal (Pros) tem 0,6%, Felipe D’Ávila (Novo), 0,5%; Vera Lúcia (PSTU) obteve 0,3%; Léo Pericles (UP), 0,3%; Sofia Manzano (PCB), 0,2%; e José Maria Eymael (DC) não pontuou. Outros 2,6% não souberam avaliar e 9% vão votar em branco ou nulo.

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) teve 0,6% das intenções de votos. Mas a candidatura dele à Presidência da República foi vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o partido formalizou o pedido de registro do Padre Kelmon como concorrente em substituição. Ele já era o vice na chapa.

O cenário registrado na consulta estimulada praticamente se repete na sondagem espontânea. Entre os eleitores do Distrito Federal, Bolsonaro tem 42%. Lula registra 27,5%. O presidente cresceu. Ele tinha 36,3% na rodada anterior que foi a campo entre 18 e 20 de agosto. Lula que aparecia com 36,6% teve uma queda de 9 pontos percentuais.

Ciro Gomes está com 7% e mais que dobrou dos 3,1% verificados na última pesquisa. Simone Tebet tinha 2,2% e agora está com 2,7%.

Segundo turno

Na disputa de segundo turno, Lula perde em todos os cenários. Na rodada anterior, era o contrário. A pesquisa Correio/Opinião indica que o petista agora teria 38,7% no confronto com Bolsonaro, que ficaria com 49,3%. No embate com Ciro Gomes, Lula perderia com 31,5% dos votos, contra 45,3% do pedetista. Simone Tebet alcançaria 37,7% e derrotaria o petista, com 36,6%.

Bolsonaro sairia vencedor de todos os embates. Em segundo turno com Ciro Gomes, teria 47% contra 39,5% do candidato do PDT. Com Simone Tebet, o presidente ficaria com 48,2%. A candidata do MDB teria 37,2%.

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