O Agreste Meridional de Pernambuco enfrenta uma grave crise hídrica, com a estiagem prolongada afetando diretamente a vida dos habitantes e a economia local. Recentemente, o Governo do Estado decretou situação de emergência em 107 municípios devido à escassez de chuvas, que já perdura por meses.
De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a situação é alarmante: enquanto a seca extrema avança no extremo oeste do estado, o Agreste, especialmente na região da divisa com Alagoas, sofre com a intensificação da seca fraca. As consequências são visíveis nas lavouras, que enfrentam perdas significativas na produção agrícola, afetando a alimentação e a renda de muitas famílias.
Na região do Agreste Meridional, a seca castiga municípios como Capoeiras, Caetés, Calçado, Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Canhotinho, Garanhuns, Iati, Ibirajuba, Jucati, Jupi, Jurema, Lagoa do Ouro, São Bento do Una e Lajedo.
As autoridades locais estão mobilizando recursos para mitigar os impactos da seca. Programas de distribuição de água e incentivos para a adoção de tecnologias de irrigação estão sendo implementados em várias comunidades. No entanto, a situação exige um esforço conjunto entre governo e sociedade civil para garantir que os recursos hídricos sejam utilizados de forma sustentável e que as populações mais vulneráveis recebam o suporte necessário.
Enquanto isso, os moradores do Agreste Meridional continuam a enfrentar os desafios impostos pela falta de água, buscando alternativas e soluções para sobreviver em meio a essa crise. A esperança é que as chuvas voltem a cair na região, trazendo alívio e renovação para as terras que já foram férteis.
*Com informações de Roberto Almeida