Em 2º turno histórico entre mulheres pelo governo de PE, campanhas de Marília Arraes e Raquel Lyra traçam estratégias para conquistar eleitores

04 de outubro de 2022 Política
Fabiano Santos por Fabiano Santos

De um lado, Marília Arraes, do Solidariedade. Do outro, Raquel Lyra, do PSDB. Uma delas vai entrar para a história como a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco. Nesta segunda (3), representantes das duas chapas que avançaram para o segundo turno das eleições conversaram com a TV Globo sobre as estratégias para conquistar mais votos.

As duas tiveram 23,97% e 20,58% dos votos válidos, respectivamente. Mais votada no primeiro turno das eleições, Marília Arraes recebeu 1.175.651 votos. Neta do ex-governador Miguel Arraes, ela tem 38 anos, é advogada, deputada estadual e ex-vereadora do Recife por três mandatos.

Raquel Lyra, segunda colocada, teve 1.009.556 votos. Ela tem 43 anos, é advogada, foi delegada da Polícia Federal, procuradora do estado, deputada estadual e ex-prefeita de Caruaru, no Agreste, por dois mandatos.

Grávida de 5 meses da terceira filha, Marília Arraes segue na maratona da campanha para conquistar novos eleitores no segundo turno.

Raquel Lyra perdeu o marido, Fernando Lucena, no domingo (2), dia da votação do primeiro turno, vítima de um infarto fulminante. Um dia após a morte dele, a candidata do PSDB ao governo de PE está em casa, com a família.

Por causa do falecimento, o partido indicou a candidata a vice-governadora da chapa, Priscila Krause (Cidadania), para falar com a TV Globo, já que ela assumiu temporariamente a coordenação da campanha.

Eleição histórica

Marília relatou ter consciência da responsabilidade de ter a chance de ser a primeira mulher a governar Pernambuco, e disse que isso torna, para ela, essas eleições um momento ainda mais importante.

“Sempre respeito todas as mulheres que estão na política, sendo adversárias, sendo aliadas, porque o fato de ter mulheres ali é muito importante para a representatividade. Para essas meninas olharem e dizerem: eu posso ser governadora, posso ser deputada, posso ser o que eu quiser. A gente é muito mais cobrada que os homens. Então, sem dúvida alguma, agora, no Executivo, a gente tem que trabalhar o dobro, o triplo, para dar conta e, sem dúvida, fazer o melhor governo. Para nunca ninguém chegar e dizer: ‘olha, é porque é mulher que deu errado’. Porque é mulher vai dar certo. Porque a gente vai mostrar que a mulher é capaz”, declarou Marília.

Já a chapa de Raquel Lyra, inédita por reunir duas candidatas a governadora e vice, tem consciência da importância de as mulheres ocuparem o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Segundo Priscila Krause, a hora é de expor a experiência e entregas das duas concorrentes ao cargo de governadora do estado.

“Pernambuco deu uma clara demonstração de uma quebra de paradigma e de um momento novo. A primeira mudança se estabelece a partir da escolha de duas mulheres para estarem disputando essa eleição. E a responsabilidade é grande. Eu estar junto com Raquel nessa disputa, por sermos duas mulheres com história política, com experiência necessária para liderar o processo de mudança de Pernambuco, dialoga e dialogou com o pernambucano muito diretamente”, afirmou Priscila.

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