Pernambuco registrou queda de 45.299 matrículas na educação básica entre 2024 e 2025, seguindo a tendência nacional apontada pelo Censo Escolar 2025.
Apesar do recuo geral de 2,1%, os dados revelam comportamentos distintos entre as etapas de ensino, com avanço nas creches, estabilidade nos Anos Iniciais, forte retração nos Anos Finais do Ensino Fundamental e atenção voltada ao desempenho das matrículas no tempo integral do Ensino Médio.
Os números gerais foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), durante coletiva realizada em Manaus, no Amazonas.
No Brasil, a educação básica perdeu cerca de 1 milhão de matrículas em 2025 na comparação com 2024, impactando praticamente todas as etapas. Na rede pública, o total caiu 2,12%, passando de 37,5 milhões para 36,7 milhões de estudantes. Já na rede privada, a redução foi de 2,86%, de 9,5 milhões para 9,2 milhões.
Segundo o MEC, a queda está ligada principalmente às mudanças demográficas nas faixas de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos, além da melhora nos indicadores de distorção idade-série. A pasta afirma que a redução no número absoluto de matrículas não indica aumento da exclusão, destacando que a taxa de frequência escolar chegou a 97,2% em 2025.
Em Pernambuco, o movimento segue a mesma tendência, passando de 2.121.954 matrículas (redes pública e privada) em 2024 para 2.076.655 em 2025 — uma redução de 45.299 estudantes, o que representa queda de aproximadamente 2,1%.
“Nós estamos muito conscientes desse momento de queda geral de matrículas. Primeiro seguindo parte do raciocínio do MEC com relação a educação básica e a questão demográfica. Você tem as migrações, então algumas quedas nesse quantitativo identificamos mais no interior, esse fluxo populacional é visto mais do que na Capital”, afirmou o secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro, em entrevista à coluna Enem e Educação, nesta sexta-feira (27).
Monteiro afirma que é importante observar o contexto social econômico que fazem parte dessa demografia, e também levar em consideração o envelhecimento da população que já começa a refletir nas inserções dessas matrículas.