João Munhoz Neto, de 33 anos, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22), em Fortaleza. A jovem foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, no dia 13 de setembro.
A prisão foi determinada pela Justiça do Ceará. O processo tramita sob sigilo, e as autoridades não divulgaram, até o momento, a motivação da decisão. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil do Ceará e pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Isabelle era estudante de Direito e tinha 22 anos. Segundo informações divulgadas pela família, ela conheceu João em julho, quando começou a estagiar em um escritório de advocacia onde ele trabalhava. Os dois iniciaram um relacionamento e, posteriormente, ela passou a morar no condomínio em que ele residia.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte da estudante. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, imagens das câmeras de segurança do condomínio estão sendo analisadas para estabelecer a cronologia dos acontecimentos.
A perícia identificou lesões no corpo de Isabelle compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais não apontaram a presença de substâncias de interesse toxicológico. A dinâmica da morte, entretanto, ainda é objeto da investigação.
De acordo com reportagens sobre o caso, imagens mostram Isabelle seguindo sozinha para o 23º andar do edifício antes da morte. João teria retornado ao condomínio posteriormente. A interpretação das imagens e demais elementos do caso ainda está sendo apurada pelas autoridades.
Na segunda-feira (21), João prestou depoimento à Polícia Civil e, segundo sua defesa, entregou o celular e a senha para análise. A defesa nega que ele tenha envolvimento na morte de Isabelle e afirma que hipóteses como queda ou suicídio devem ser consideradas enquanto a perícia não for concluída.
O caso ganhou repercussão após a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha. Familiares também prestaram depoimento à polícia.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil do Ceará.