Advogado é preso em flagrante ao fazer prova da OAB no lugar de outra pessoa

  03 de maio de 2023
Fabiano Santos por Fabiano Santos

Um advogado de 28 anos foi preso, na tarde do último domingo (30), ao ser flagrado fazendo a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no lugar de outra pessoa. A prisão foi efetuada pela Polícia Federal em uma sala da Universidade Católica de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, área central do Recife.

De acordo com a Polícia Federal, uma denúncia apontou que o advogado estaria fazendo a prova da segunda fase da OAB no lugar do verdadeiro candidato. Aos chegarem no local, os policiais identificaram o suspeito, que conseguiu entrar na sala usando um documento falso.

“Ao ser abordado pelos policiais, de pronto assumiu que estava fazendo prova em lugar de outra pessoa”, informou a Polícia Federal, por meio de nota.

A ação contou também com o apoio da OAB e da organização do concurso.

PRISÃO E INTERROGATÓRIO DO ADVOGADO

No interrogatório, o advogado, que não teve o nome divulgado, afirmou que “cedeu à pressão de um comerciante (amigo) em virtude dele ter pago alguns materiais de concurso e cursos online. Disse ainda que enviou sua foto para confecção de toda a documentação falsa e a recebeu em sua casa”.

Documentos e um celular do advogado preso foram apreendidos e vão passar por perícia para ajudar nas investigações.

O advogado foi autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso, falsa identidade e fraude em certame de interesse público. As penas, em caso de condenação, podem chegar a dez anos de prisão.

Segundo a Polícia Federal, o advogado não possuía antecedentes criminais.

O QUE DIZ A OAB-PE SOBRE A PRISÃO DO ADVOGADO?

Em nota, a OAB Pernambuco confirmou que acompanhou o caso do advogado.

“Na segunda (01/05), ele passou pela audiência de custódia e foi liberado. Irá responder, no entanto, pelos crimes de uso de documento falso, falsa identidade e fraude em certames de interesse público”, disse a entidade.

Também em nota, o presidente da OAB-PE, Fernando Ribeiro Lins, afirmou que aguarda ofício da Superintendência da Polícia Federal sobre a prisão do advogado. Quando isso correr, a demanda será encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Pernambuco.

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