O Ministério da Fazenda divulgou a nova trajetória de reajustes para o piso nacional no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). A meta do governo federal é elevar o salário mínimo gradualmente até atingir a marca de R$ 2.020 em 2030. Pelo plano encaminhado ao Congresso, o valor fixado para 2026 é de R$ 1.621, saltando para R$ 1.717 já no ano seguinte.
A equipe econômica desenhou um plano focado em garantir previsibilidade ao trabalhador de baixa renda e, ao mesmo tempo, blindar as contas públicas contra desequilíbrios. A proposta prevê reajustes anuais na casa dos 5%, combinando a reposição inflacionária com um aumento real moderado.
A engrenagem do projeto utiliza como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede o custo de vida das famílias com menor poder de compra. Com a inflação estimada em uma média de 3% ao ano para o período, o ganho real do trabalhador ficaria na casa de 2 pontos percentuais acima da alta de preços em cada rodada de aumento.
Os cálculos técnicos da área econômica estabelecem degraus bem definidos para o bolso do trabalhador ao longo dos próximos anos.
As projeções oficiais de aumento são as seguintes:
Para avançar com esses valores sem estourar o limite orçamentário, a Fazenda utiliza o novo arcabouço fiscal como uma espécie de escudo protetor. A regra do regime financeiro impõe travas severas, determinando que os reajustes reais não podem, sob hipótese alguma, ultrapassar o teto de 2,5% acima da inflação anual, vinculando-se diretamente ao ritmo de crescimento das despesas primárias do governo.