Pernambuco mantém queda nas mortes no 1º semestre de 2026, mas não atinge meta

03 de julho de 2026 Policial
Redação Tu Visse por Redação Tu Visse

O primeiro semestre de 2026 chegou ao fim com redução no número de mortes violentas intencionais em Pernambuco. De acordo com números preliminares divulgados pela gestão estadual, 1.407 pessoas foram assassinadas entre janeiro e junho. A queda foi de 13,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 1.628 vidas foram perdidas.

Apesar da redução nos números – classificada pelo governo estadual como a melhor da série histórica -, a meta do Juntos pela Segurança não foi atingida. O programa prevê uma queda de 30% na quantidade de mortes ao final de 2026 comparando com o resultado alcançado em 2022, ano anterior ao início da gestão Raquel Lyra.

O governo estadual confirmou que, no primeiro semestre deste ano, a redução foi de 24,4% comparando com 2022, quando foram registrados 1.861 assassinatos no mesmo período. 

Nas mortes violentas intencionais estão inseridos os homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesão corporal com resultado morte e óbitos decorrentes de intervenções das forças de segurança. 

Em nota à imprensa, a governadora Raquel Lyra afirmou que a segurança pública está sendo tratada como prioridade e com planejamento. ” Vamos seguir investindo em tecnologia, inteligência e estrutura para nossa segurança pública e valorização dos nossos profissionais para garantir um Estado cada vez mais seguro”, disse. 

Análise 

Na avaliação do professor e pesquisador da área de segurança pública Armando Nascimento, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o alcance integral da meta do Juntos pela Segurança em todos os territórios é improvável no prazo restante.

“O foco excessivo no incremento do aparato bélico e recomposição de efetivo gera reflexos de médio prazo na repressão qualificada, mas falha em frear dinâmicas territoriais de facções criminosas e o tráfico de armas sem uma forte política de prevenção social concomitante”, analisou. 

Nascimento também reforçou que os municípios precisam colaborar com ações de prevenção à violência, como melhoria na iluminação pública e ordenamento urbano. 

“O Estado precisa assumir o papel de indutor, financiando e cobrando que os prefeitos assumam suas responsabilidades na prevenção urbana, transformando a segurança em uma agenda transversal e verdadeiramente municipalizada”, disse. 

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