O que era para ser uma discussão sobre direitos de servidores da educação acabou se transformando em uma crise política que está dando o que falar na cidade.
Uma professora da rede municipal denunciou dificuldades para conseguir sua readaptação funcional, mesmo apresentando laudos médicos que apontam diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar. Segundo ela, o pedido foi negado e outras situações semelhantes estariam acontecendo com profissionais da educação.
Mas o caso ganhou proporções ainda maiores após a repercussão de uma fala atribuída ao vereador Gilmar Soldado, da base governista, que teria chamado professores do último concurso de “vagabundos”.
A declaração provocou revolta entre educadores, familiares e parte da população. Para muitos, a fala ultrapassou o campo político e atingiu diretamente uma categoria que dedica a vida à formação de crianças e jovens.
A repercussão foi tão forte que a própria Mesa Diretora da Câmara Municipal divulgou uma Nota de Repúdio, destacando que a posição do vereador não representa o pensamento dos outros 12 parlamentares da Casa.
Nos bastidores, o episódio é visto como mais uma polêmica que aumenta o desgaste político no município. Entre os professores, o sentimento predominante é de indignação. Muitos afirmam que se sentiram traídos por alguém que, durante muito tempo, se apresentou como defensor da educação.
Agora, a categoria cobra respeito, valorização e respostas sobre as denúncias envolvendo os pedidos de readaptação funcional.
Em Bom Conselho, a pergunta que fica é simples: quem educa merece ser chamado de vagabundo ou merece respeito?