João quer força-tarefa contra crime organizado

26 de maio de 2026 Política
Fabiano Santos por Fabiano Santos

O pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) defendeu a criação de uma força-tarefa para combater as facções criminosas do estado. O socialista reforçou a necessidade de agir de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.

“É preciso chamar o Ministério Público, o Judiciário, a polícia, fortalecer a tropa, colocar a parte técnica para cuidar da polícia e fazer uma força-tarefa para a gente poder cuidar desse território de forma integrada. Chegar com política de prevenção e depois de presença social, articular isso com os municípios”, afirmou, em entrevista ao podcast “Fala Ordinário”, ontem.

O ex-prefeito do Recife também criticou o sistema de segurança do governo estadual. Segundo ele, a gestão não está combatendo o crime organizado de forma eficiente.

Durante a entrevista, Campos ainda argumentou que as facções não chegaram a Pernambuco antes por conta das ações de combate à violência dos governos estaduais anteriores, ligados ao PSB. “Elas (as facções) não escolheram entrar em Pernambuco no primeiro momento porque tinha comando, tinha método, tinha força e tinha o Pacto pela Vida, um programa que reduziu a violência em 39%. Eles escolheram entrar logo na Bahia, no Rio Grande do Norte e no Ceará. Aí nesses dois, três anos, você vê a chegada das facções aqui (em Pernambuco). Tem território que foi ocupado pelo Comando Vermelho, que os muros estão sendo pichados pelo Comando Vermelho. Isso não pode ser admitido”, disse.

Financeiro

De acordo com João Campos, o combate ao crime organizado também tem que ser realizado no âmbito financeiro com a identificação e rastreamento do dinheiro ilegal. Ele citou o trabalho do governo federal como exemplo. “Não adianta só ir disputar em um território. É preciso saber de onde vem e para onde vai esse dinheiro. Hoje tem organizações criminosas que estão em fundo de investimentos, em bancos, na Faria Lima, em grandes organizações financeiras. É preciso combater de todas as formas, entender e rastrear esse dinheiro. O fisco estadual tem como atuar nisso, mas a integração é extremamente necessária”, pontuou.

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