Eleitores de até 30 anos podem ser decisivos em 2022, dizem especialistas

08 de agosto de 2022 Política
Fabiano Santos por Fabiano Santos

O mineiro Henrico Barboza, de 19 anos, vai votar pela primeira vez para presidente nas eleições de outubro deste ano.

Natural de Juiz de Fora e estudando para o vestibular, Henrico diz que já está decidido há algum tempo.

“Vou votar no ex-presidente Lula porque acredito no plano de governo dele em prol da democracia, do diálogo e do respeito pelas divergências”, diz o jovem que, além da simpatia pelo programa de Lula, é motivado por uma visão negativa do governo do atual mandatário e aspirante à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

“Além de provocar uma grave crise política e econômica em nosso país, o atual presidente causou uma grande crise institucional brigando com os poderes da República e contestando a urna eletrônica”, diz ele, que é de uma família católica que está dividida entre apoiadores do ex-presidente e eleitores de Jair Bolsonaro.

Conterrânea de Henrico, Julia Braga é natural de Formiga, no interior de Minas Gerais, e também votará pela primeira vez em 2022. Mas a jovem de 19 anos se define como parte de um estrato político totalmente oposto.

“Para mim, para que o Brasil chegue na mudança que tanto almejamos, mais quatro anos de governo do presidente Bolsonaro seriam essenciais”, diz a estudante de Medicina Veterinária.

“A liberdade, no contexto mais amplo da palavra, é uma das políticas defendidas por ele que mais me agrada, assim como os valores voltados à família, à fé e a defesa do direito de propriedade, do porte de armas e da criminalização do aborto”, afirma.

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